Um Novo Mundo…

11 de maio de 2010

Ainda estou me familiarizando com o WORDPRESS, mas aparentemente é possível construir um BLOG melhor do que aquele que já temos!
Não deixa de ser um novo desafio!

Saudade da Ditadura!

3 de maio de 2010

Oi gente, tudo bem?

Pra quem não sabe, Pernambuco é um estado que além de discutir política e cultura também é atrevido no futebol. Isso mesmo, diferente de muitos estados fora do dito “eixo do mal” que compreende SP,RJ,MG e a Região SUL, o futebol pernambucano é preferência do nosso povo majoritariamente nas torcidas do Sport, Santa Cruz e Náutico.

Sim, mas o que é que tem de importante nisso? Os últimos acontecimentos. Sabe-se que o futebol no Brasil está quase acima de tudo e de todos, cheio de vícios e problemas extra campo, que fizeram até o congresso nacional tentar realizar uma CPI do Futebol, que obviamente não deu em nada! Muita pressão e dinheiro acabaram rapidinho com o que poderia ser o fim da podridão nesse esporte tão popular e tão rentoso.

Pois bem, além de aglutinar agentes ligados as grandes negociatas financeiras é também reduto de conservadorismo. Afinal de contas, mudar as coisas no futebol é coisa de maluco! Não pode nem a pau! Os velhacos que mandam na FIFA preferem ver um país, no caso a Irlanda, ser roubada e vista por milhões de pessoas sendo garfada do que utilizar recursos que possam poupar nações de perderem suas vagas num evento como a copa do mundo.

Eu queria ver se tivesse sido o Brasil em vez da Irlanda. Bom, graças a isso a França estará na copa do mundo e se pegar o Brasil…

Mas voltando ao conservadorismo no futebol, o que aconteceu em Pernambuco ontem foi algo lamentável. Explico: Ontem foi o primeiro jogo da final do campeonato pernambucano de futebol, entre Sport e Náutico, o clube alvirubro vencia a partida por 3×1 e quando o Sport fez o seu segundo gol um membro de uma equipe de reportagem de TV local comemorou o gol, causando uma ira louca nos dirigentes do clube náutico, onde os mesmos invadiram o camarote da imprensa, agrediram (saíram empurrando, onde a mesma tratou como agressão) uma repórter, ROUBARAM a câmera de vídeo que filmou a invasão e agressão e saíram fugidos do local. A equipe de TV solicitou que o equipamento fosse devolvido, e ele foi, mas sem a fita, sem os registros de agressão e ainda com mais um insulto divulgado para a imprensa dizendo que tal ato havia sido feito por “torcedores” que não concordaram com a comemoração de gol por parte de membro da TV em favor de time adversário.

Fiquei perplexo com tal atitude. Além de agressores, que em grupo foram agredir uma mulher, jornalista em pleno exercício do seu trabalho, ROUBA EQUIPAMENTO e FITA COM REGISTRO DAS AGRESSÕES e depois mentem descaradamente. O jornalismo pernambucano não quer se meter, tem receio da rebordosa política que pode rolar posteriormente. É a força do futebol na política, nas empresas, na vida das pessoas. Essa “força”, essa influência lembra muito a força e o poder do exército e do governo militar no período da ditadura. Nos anos de chumbo, eles os políticos/militares eram donos da verdade, tudo podiam, tudo faziam e depois respondiam com mentiras e justificativas ridículas que a sociedade tinha que aceitar, senão…
Presidente e diretores do Clube Náutico Capibaribe parecem sentir saudades daquele período. Reproduzem com perfeição cenas que o povo brasileiro, em sua maioria, busca não reeditar.

Qual o exemplo que esse dirigente dá aos seus torcedores ao bater em uma mulher/na imprensa e ainda por cima roubar imagens que poderiam incliminá-lo? Qual moral torcedores terão para gritar para reclamar as autoridades se roubados ou cerceados de suas liberdades se apoiam tais atitudes?

O que o povo pernambucano deve buscar, como é de seu sangue, de sua cultura comportamental, de sua história e valentia é a busca pela liberdade. Liberdade esta, ameaçada!

Eu quero justiça! Não quero que isso aconteça mais, não quero lembrar dos anos de chumbo que tanto nos negaram informação, formação e liberdade. Vamos acordar e pressionar a justiça para que os culpados sejam punidos com rigor.

Firmes Sempre e em liberdade!

1º de Maio

2 de maio de 2010

E não é que quanto mais as coisas parecem comuns, mais elas me surpreendem? Ontem foi 1º de maio: comemorações, reivindicações, lembranças.

De um lado os trabalhadores que pedem melhoria nas condições de trabalho, que pedem a redução da jornada de trabalhos de 44 horas para 40 horas semanais, de outro o ‘exército reserva’ daqueles que fariam quase qualquer coisa para trabalhar essas 44 horas semanais, para ter esse tão miserável salário mínimo, para poder dizer-se “empregado”.

E se falamos da redução da jornada de trabalho, nada mais justo fazer uma reflexão: os partidos de esquerda, através dos sindicatos que dirigem, vêm pedindo a redução da jornada de trabalho, mas é preciso dar o exemplo. não é? O PSB aqui em Pernambuco mesmo, bem que poderia reduzir a jornada de trabalho dos funcionários das secretarias executivas do estado, não é verdade? Não dá para um funcionário dessas secretarias trabalharem 12h por dia, num regime de produtividade incessante, quão empresa privada. É preciso dar o exemplo!

Uma outra reflexão que eu gostaria de fazer é sobre um lance que eu vi nessa semana: uma ex-professora minha, da UPE, tá vendendo produtos Natura, e ela bota em seu orkut: “Serei sua consultora Natura”, além das fotos dos maravilhosos perfumes, sabonetes e cremes para cabelo. Nada contra os que vendem os produtos Natura. Mas esse fato me fez pensar sobre a condição dos professores, mais uma vez. E agora justifico a primeira frase dessa minha postagem: “E não é que quanto mais as coisas parecem comuns, mais elas me surpreendem?” – É que não é novidade pra ninguém que professor ganha mal, que a profissão precisa ser valorizada e que não dá mais para acreditar num desenvolvimento da nação, se os serviços básicos do Estado, qual a educação sejam reduzidos. E isso passa por uma valorização do profissional da educação, para que ele não precise vender produtos “Natura” para poder melhorar sua renda.

Enquanto isso, do alto de minha cadeira, ainda espero uma oportunidade de emprego, para sair do exército reserva, ser mais um que ganha mal na educação e, quem sabe, vender produtos Natura também.

Muito Além do Cidadão Kane

30 de abril de 2010

Muito Além do Cidadão Kane

Deixo para vocês a dica de um documentário chamado “Muito Além do Cidadão Kane”. Através dele, é possível entender como a globo vem manipulando informações. O documentário mostra muitas informações importantes, principalmente no aspecto político com participação de chico buarque, mostra também o apoio da rede globo à ditadura militar e à censura aos artistas. É um super documentário que foi censurado, mas graças ao youtube podemos vê-lo.

youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ

youtube.com/watch?v=m0m1rmi-Ooc&feature=related

youtube.com/watch?v=mERhb-SDnMo&feature=related

youtube.com/watch?v=pAfAkTFs7wI&feature=related

youtube.com/watch?v=KtvQc0qAxXo

youtube.com/watch?v=mbvfjgrJeiU

youtube.com/watch?v=qbWYEf1kVc4&feature=related

youtube.com/watch?v=tqQTrx4-4cg&feature=related

youtube.com/watch?v=ltkZWs_1Fnw

youtube.com/watch?v=_keayHZ7FFk

A mídia diante de Collor, FHC e Lula

26 de abril de 2010

Esta opção de classe, neoliberal, vingou na primeira eleição direta para presidente pós-ditadura, em novembro de 1989. Temendo a vitória de Lula, o operário que se projetou nas greves contra o regime militar, a mídia cumpriu o papel de unificadora das elites, até então divididas entre vários postulantes. Ela fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, Fernando Collor. A revista Veja e os jornalões deram várias capas ao inexpressivo oligarca nordestino e os meios de comunicação de massas trataram de difundir a sua imagem. Como dono da afiliada da TV Globo em Alagoas, Collor teve tratamento privilegiado na emissora, que massificou o mito do “caçador de marajás”.

Apesar de todo o marketing, Lula ainda chegou ao segundo turno, o que causou pânico na mídia. “As rotinas de fechamento nos jornais foram modificadas, assim como suas cadeias de comando. Os quadros de confiança afastaram jornalistas com alguma espinha dorsal e passaram a dirigir e fechar as páginas políticas como questão estratégica” [15]. A mídia inclusive divulgou grosseiras provocações, como a do seqüestro do empresário Abílio Dinis na véspera do segundo turno. Um seqüestrador surgiu nos telejornais com a camiseta do PT e depois foi comprovado que a polícia o forçou a colocar a roupa. O golpe fatal, porém, foi dado pelo Jornal Nacional da TV Globo, que fraudou a edição do último debate da televisão e reverteu a tendência de vitória de Lula.

Pouco tempo depois, quando Fernando Collor afundou na lama e colocou em perigo a aplicação do receituário neoliberal, a mídia não vacilou em descartá-lo, engrossando o coro das ruas pelo seu impeachment. Habilidosa, ela tratou de ofuscar os efeitos destrutivos do neoliberalismo e de limitar a campanha ao slogan da “ética na política” – logo ela que sempre se aliou aos políticos patrimonialistas. Na eleição seguinte, em 1994, novamente a mídia estava unida na campanha do “príncipe de Sorbonne”, o ex-ministro FHC. Segundo denúncia de Bernardo Kucinski, houve um “alinhamento natural dos proprietários dos grandes jornais com Fernando Henrique, tornando desnecessária a compra direta de jornalistas, como havia ocorrido na campanha de Collor”.

Sua campanha foi planejada com base nas técnicas publicitárias mais modernas, com a assessoria de James Carville, marqueteiro de Bill Clinton. Tudo foi feito para desqualificar o operário Lula, “analfabeto e despreparado”, e para fixar a imagem de FHC como “o pai do Real”, o responsável pelo fim da inflação. A imprensa sequer repercutiu as confissões do ministro Rubens Ricupero ao repórter da TV Globo, Carlos Monforte, que foram captadas por antenas parabólicas: “Eu não tenho escrúpulo. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, a gente esconde”. A mídia também não teve qualquer escrúpulo para pavimentar as duas vitórias eleitorais do neoliberal FHC.

Durante seus dois mandatos, a mídia defendeu militantemente todas as medidas de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Ela apoiou as privatizações criminosas, a libertinagem financeira, a desnacionalização da economia e a flexibilização das leis trabalhistas. Demonstrando seu total oportunismo no tratamento da “ética na política”, ela não deu qualquer destaque às denúncias de corrupção contra o governo FHC, como na compra de votos para a sua reeleição ou no bilionário socorro aos banqueiros. Todas estas manipulações, porém, não evitaram o crescente desgaste do seu serviçal, que deixou o governo como um dos presidentes mais detestados da história do país.

fonte http://altamiroborges.blogspot.com/2010/01/midia-diante-de-collor-fhc-e-lula-12.html

Fernando Ferro: Comparação entre Lula e FHC é inevitável

25 de abril de 2010

Por Fernando Ferro*

Em vermlho.org.br

Os demo-tucanos querem, na prática, esconder que fizeram parte do fracassado governo FHC (1995-2002), que quebrou o país três vezes, levou ao apagão de 2001 e rastejou perante o FMI.

Em 2002, no plano federal, o povo queria mudanças e eles prometiam continuidade; agora, a grande maioria da população quer manter o ritmo mudancista, com crescimento econômico, geração de empregos e inclusão social, e eles querem retroceder.

A tática é tentar desconstruir os êxitos alcançados a partir de 2003.

Certamente o PT e seus aliados não terão dificuldades para remover as densas camadas de mistificação montadas para embelezar o retumbante malogro dos governos de FHC.
Já em 2006, independentemente da histeria da maior parte da mídia, o povo separou o joio do trigo.

Insiste-se que o governo Lula seria simples continuação do de FHC, mas a maioria da população sabe que não é. Exemplo: em oito anos, FHC criou 780 mil empregos, registrados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para celetistas, enquanto em sete anos e meio o governo Lula gerou 12 milhões.

Esse dado é estarrecedor e tanto mais grave quando se considera que há quem pense que não é necessariamente um símbolo do fracasso de FHC, porque entre suas prioridades não estava a geração de empregos.

Com Lula, o salário mínimo teve aumento real de 53%, desmentindo a cantilena neoliberal de que esse aumento quebraria a previdência e os pequenos municípios.

A dívida externa foi eliminada, e a interna, reduzida em mais de 20 pontos percentuais. A dívida com o FMI foi quitada e o país se tornou credor da instituição, além de construir uma reserva cambial de US$ 240 bilhões.

O Brasil de Lula, com políticas heterodoxas, firmeza e em defesa do interesse nacional, conseguiu superar os graves reflexos da crise mundial iniciada em 2008, a qual teria levado o país à UTI se ocorrida no ortodoxo governo de Fernando Henrique.

Este, diante das crises periféricas que enfrentava, recorria ao FMI para pedir um empréstimo, aumentava impostos e as taxas de juros e arrochava os salários. Em 2008, Lula apostou no consumo e, em vez de aumentar os impostos, aplicou uma desoneração gigantesca. Foi dessa maneira que o Brasil superou a crise.

O povo percebe em seu dia a dia as alterações que vão se processando e que se expressam nas taxas mais baixas de inflação da história, no sucesso dos programas sociais e na maior oferta de oportunidades em muitos aspectos da vida.

Com políticas públicas e desatrelados do elitismo, fortalecemos a economia interna, com a inclusão de 30 milhões de pessoas à classe média.

A vitória frente a FHC não se deu apenas nos números da economia, nos indicadores sociais e na política externa. O avanço na consolidação dos espaços da democracia é igualmente importante: o conjunto de conferências realizadas (saúde, idosos, comunicação etc.) revela a participação popular na construção de políticas públicas.

Até o PAC foi também elaborado a partir de contribuições de lideranças populares e empresariais, inovando na forma de governar e consolidando instrumentos de democracia direta.

A oposição busca desqualificar e negar a realidade, guiando-se, sem respeitabilidade democrática, pela memória de Carlos Lacerda. Qual é o presente de uma oposição que hoje usa discurso moralista hipócrita, fingindo ignorar inúmeros comprometimentos com diferentes e repetidos casos de corrupção, onde a crise de Brasília é apenas a mais visível?

Não há como José Serra escapar de ser o anti-Lula: a eleição será plebiscitária e marcada pela confrontação entre os dois polos. As comparações podem ir além de Lula e FHC, envolvendo também os governos estaduais e municipais e temas como ética, gestão, soberania nacional etc.

A comparação é tão importante e necessária que o candidato tucano usa discurso defensivo e matreiro do pós-Lula. Quer pegar carona na popularidade de Lula, a quem não consegue atacar, e revela que não houve nem haverá pós-FHC.

Essa é a síntese de um confronto de projeto que nos é amplamente favorável. A história nos diz que não há futuro sem presente e passado. Mas os tucanos tentam desesperadamente esconder o seu.

* Fernando Ferro é engenheiro eletricista, é deputado federal pelo PT-PE, líder do partido na Câmara dos Deputados e vice-presidente da Comissão de Energia e Minas do Parlamento Latino-Americano (Parlatino).

Fonte: coluna Tendências/Debates do jornal Folha de S. Paulo,

Quando eu morrer, quero que a sambada continue

25 de abril de 2010

Por Michelle de Assumpção, do Diario de Pernambuco

A cultura popular de Pernambuco perdeu um patrimônio vivo. João Soares da Silva, o Biu Roque, morreu na noite da sexta-feira, por complicações ocasionadas por um AVC, sofrido há duas semanas. Por coincidência, poucas horas após sua partida, dois de seus principais discípulos tinham show marcado no mesmo palco, na programação paralela do festival Abril pro Rock, no Recife Antigo. Alessandra Leão e Siba com a Fuloresta do Samba não deixaram de se apresentar, pois ambos lembraram de imediato o que dizia Biu Roque à respeito da morte, a dos outros e a sua própria.

“Quando eu morrer, quero que a sambada continue”, falava. E assim foi feito. Depois do show, nos bastidores, Alessandra Leão e seu marido, o arranjador, violeiro, compositor e produtor Caçapa comentavam a amizade que fizeram com Biu Roque, que começou há muitos anos e se intensificou há pouco mais de um ano, quando entraram em estúdio para gravar o primeiro CD só de Biu Roque, que vai se chamar A noite hoje é a maior. Está tudo gravado, vozes e instrumentos, só falta mixar e masterizar. No dia da sua partida, Alessandra tinha recebido a arte da capa do disco. Por muito pouco Biu Roque não viu seu primeiro disco solo ficar pronto.

Para ler a matéria na íntegra: http://www.diariodepernambuco.com.br/Viver/nota.asp?materia=20100424172418&assunto=117&onde=Viver

Para conhecer um pouco mais de Biu Roque e ouvir suas músicas: http://www.myspace.com/biuroque

Novas Músicas no Boteco-Socialista.

23 de abril de 2010

Oi Gente, tudo bem?

Depois de alguns meses dei uma renovada na “Radiola” do nosso Boteco.

Ouçam, e sugiram outras músicas pra gente! Prometo que colocarei as mais pedidas!

Na nova lista de músicas tem várias de uma cantora chamada Roberta Campos, não coloquei o CD todo pra não virar esculhambação, mas tem algumas músicas.

Gostei das músicas e da voz dessa novidade na MPB, mais uma boa opção!

A Fila da Fila

22 de abril de 2010

Vinte e seis anos, uma graduação em engenharia, seis cartões de crédito e nenhuma experiência profissional.

O dia se fazia claro naquela terça-feira, enquanto se arrumava pra ir ao banco.
Abriu as cortinas, e deixou a luz entrar, lamentando ter que escolher um vestido em lugar de um biquíni. Abriu o guarda-roupa e mudou a idéia.

- Tudo bem, quem não tem praia veste Prada!

A partir daí foram sete vestidos, duas saias, uma calça, oito pares de sapatos, quinze de sandálias, e cento e vinte cinco minutos juntando o banho, a roupa e a maquiagem, até ficar brasileiramente linda com tudo que o mercado pôde lhe proporcionar.

Em fim, o carro, a rua, os suspiros (masculinos), os olhares (femininos), a satisfação capital de fazer-se mulher provedora de seus sonhos, o banco, a calçada do banco e a fila na calçada do banco.

Olhou aquela fila quilométrica, e em passos firmes e discretos caminhou até o balcão.

- por gentileza, essa é a fila dos caixas?
- não moça, essa é a fila para pegar uma senha, para ir à fila dos caixas.

Quase sessenta pessoas na sua frente. Não desanimou…
Voltou à fila um olhar atento, e já quase lamentando o vazio de sua procura, uma voz mansa, porém decidida, soprou-lhe num riso feminino:

- a menina é dez vai querer?

Pagou vinte!
Criança de colo tem atendimento preferencial.


Vinte reais, vinte minutos no banco.

Foi à praia do Paiva,
de Prada e pratas,
comemorar o feito do dia,
os dez mais que pagou
para ajudar a filhinha da fila.



Saúde Camaradas!



PS: eu só não sei quem é mais fila da fila…



Giordano Bruno Gonzaga

Novo Blogueiro na Área! JUNINHO.

22 de abril de 2010

O Boteco-Socialista é um Blog coletivo, que reúne pensamentos e idéias através dos textos dos nossos editores.

Recentemente um dos nossos leitores se interessou em escrever no BOTECO, é o Juninho lá das Minas Gerais.

Que sirva de estímulo para que outros escritores/editores/colaboradores de outros estados possam integrar o time do BOTECO.

JUNINHO, seja bem vindo ao www.BOTECO-SOCIALISTA.blogspot.com ! Faça bom uso da nossa casa de debates! :D

Nome: Jorge Moreira do Egito Apelido: Mais conhecido como Juninho Data Nascimento: 10/12/1990 19 anos Estudande: Licenciatura em fisica 1º periodo IFMG fazendo pre vestibular pois pretendo passar em direito no 2º semestre de 2010 Local: Mariana- Minas Gerais- Brasil Quem sou eu: ”Um pouco de fisica com um pouco de História”

Campanha pela Memória e pela Verdade – OAB/RJ – Osmar Prado

20 de abril de 2010

Que exemplo!

Enquanto a OAB-PE só faz politicagem e lança ex-presidente a deputado aqui no estado, no Rio de Janeiro sua seccional lança uma campanha pra apurar casos de desaparecimentos no período de chumbo na ditadura militar.

No vídeo abaixo, Osmar Prado interpreta o militante comunista do PCdoB Maurício Grabois, que dá nome ao Instituto de Pesquisa ligado ao mesmo partido.

Parabéns pela campanha! Ah se mais gente fizesse o mesmo, como segredos enterrados seria mais facilmente descobertos.

Coragem meu povo, coragem pra mudar!

Qual é o "cheiro do povo"?

20 de abril de 2010

As eleições se aproximam e o PIG (Partido da Imprensa Golpista), essa mídia conservadora, das elites, vai se manifestando. Agride sem perceber, é como Bóris Casoi que fala mal de Garis e diz que foi “sem querer”.

Esses deslizes, como costumo chamar: atos falhos. Cada vez serão mais freqüentes no nosso Brasil-sil-sil até que a eleição acabe e com ela as esperanças dessa elite nojenta.

A Folha de SP foi cobrir o ato de José Serra em Brasília e olha no que deu, escutem os comentários da marmota no vídeo abaixo:

O medo do medo de ter medo…

14 de abril de 2010


O tempo está passando, passam minutos, horas, dias…

…e a vida continua, decisões vão sendo tomadas. Todos os dias, as mesmas caras nos jornais.

Decisões importantes, articulações pesadas e muitos cálculos realizados, tudo pra saber qual caminho, que opções, que saídas alguns terão num futuro tão próximo? Neste momento estão se perguntando: “O que fazer”?

A oposição em nível estadual no estado de Pernambuco está com medo. Medo de errar, de colocar em campo o melhor time que tem e esse melhor time fazer vergonha, estar cançado, não aguentar um adversário mais novo, mais forte, com mais energia e confiante no que vem realizando, enfim um adversário duríssimo de ser batido, de ser derrotado.

Jarbas tem medo.

O velho senador não sabe o que fazer. Já sabe que entrará em campo com um time envelhecido, como ele, e mais fraco nesta final de campeonato. Sabe que nem o lobby dos grandes que o apoiam poderá decidir essa partida, por isso está com medo. Sabe também que os seus “companheiros” de equipe confiam muito nele e alguns até depositam todo o sucesso que o grupo pode obter ao sucesso de Jarbas. Por isso ele tem medo.

Tem medo de ter a sua imagem de eterno vencedor nos diversos desafios que enfrentou e que venceu com muita força, alguns duelos até com boa folga, mas não é o caso agora, tem medo que aquela imagem seja esquecida, que sobre a do derrotado. Sabe que não pode mais ganhar só e que não enxerga no seu time, nos seus companheiros, “jogadores” que possam causar medo do outro lado, o que ele vê hoje é que está sendo lançado num sacrifício apenas para não perder por WxO.

Será que depois das últimas pesquisas, em que Dilma Roussef e José Serra aparecem tecnicamente EMPATADOS, e que em Pernambuco o atual governador Eduardo Campos aparece muito bem nas intenções de votos, ainda há estímulos e solidariedade no coração e na mente do velho senador?

Sinceramente? Tenho minhas dúvidas.

Agora, eu tenho uma certeza: Jarbas, o velho senador, tem medo!

14 de abril de 2010
Faz tempo que não tenho um momento pra parar e escrever aqui no blog; por isso, pode ser que certas notícias possam parecer um tanto quanto atrasadas. Mas o que quero escrever aqui não podia passar despercebido.

Pra quem não sabe, há umas 2 semanas ocorreu, aqui em Recife, a Jornada de Lutas promovida pela UNE, UBES, UEP e UMES em defesa dos 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação e pela justa divisão dos royalties do petróleo da camada pré-sal entre os estados brasileiros (produtores e não-produtores). A jornada foi vitoriosa: mais de dois mil estudantes nas ruas do Recife, lutando. Mas o fato que me chamou atenção foi uma conversa com o Capitão da polícia militar, que veio nos parabenizar pelo trabalho de bastidores que fazíamos, ao recolher os objetos utilizados na passeata.

Na conversa, enfatizamos a necessidade de atingirmos as camadas marginalizadas da sociedade, para assim, podermos construir uma sociedade mais justa. Aqueles jovens que estiveram ali, com vontade de brigar, numa grande concentração humana, devem ser prioridade. Além disso foi ressaltado a importância de momentos com aquele, e a diferença no tratamento que hoje se dá aos movimentos sociais quando essas coisas acontecem: nos tempos de FHC e Jarbas Vasconcelos, cacetetes e gás de pimenta; hoje, somos recebidos e dialogamos com os governos estadual e federal. O interessante foram as palavras do Capitão: “é, a ordem vem de cima. Antes pediam pra a gente bater.”

É o testemunho de um policial que passou pelos dois momentos: o momento de completo arrouxo aos movimentos sociais, e o momento do respeito. E a luta não para!

Simplesmente absurdo!

11 de abril de 2010

Em tempos que vemos a mídia e tantos outros proclamando a “defesa dos Direitos Humanos” que os EUA tanto se vangloria, vazou na internet um cruel ataque das forças norte-americanas que resultou na morte de pelos menos 11 civis, incluindo crianças.

O ataque foi realizado em 2007 no Iraque e, na minha singela opinião, o principal motivo para o vídeo ter vazado foi o fato de terem morrido 2 funcionários da agência internacional de notícias, Reuters. Imaginem quantos e quantos casos como estes devem acontecer sem nenhuma divulgação ou repercussão.

E sabe qual foi a resposta do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates?
“É lamentável. Claramente não ajuda. Mas da mesma forma, eu acho — acho que não deveria ter consequências duradouras”
E ainda diz que já investigou o caso de forma meticulosa, ignorando as recentes imagens divulgadas e que mostram claramente o ataque por mera falta de perícia dos militares, confundindo uma câmera com um lançador de granadas e incomodados com um grupo de cerca de 10 homens.

Segue o link vídeo (em inglês) para que vocês tirem suas próprias conclusões:

http://www.collateralmurder.com/


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